Resumo do jogo Colômbia-Inglaterra 03/07/2018

Inglaterra afasta Colômbia e está nos ‘quartos’

Colômbia 1-1 Inglaterra (3-4 gp)

 

Ex-sportinguista Eric Dier marcou penálti decisivo com o qual a Inglaterra afastou a Colômbia. Este é o fim de uma maldição e o início de uma era.

Não há mal que sempre dure e a Inglaterra conseguiu, pela primeira vez num Mundial, vencer no desempate por penáltis. A seleção britânica agarrou a última vaga para os quartos e defronta a Suécia.

A última vez que a Inglaterra tinha estado nos ‘quartos’ de um Mundial foi em 2006 na Alemanha. Nesse jogo acabaram os 90 minutos sem golos, sucedeu-se o prolongamento e mais um nulo. Era preciso os penáltis para desempatar isto. Dois anos tinham-se passado desde o Euro2004, onde Portugal derrotou a Inglaterra nos penáltis, onde Ricardo defendeu um penálti sem luvas, e marcou o da vitória. Desta vez, Ricardo, titular absoluto da baliza portuguesa, não tirou as luvas, como tinha feito em 2004. Não foi preciso. A confiança estava na ponta dos dedos, com ou sem o pedaço de tecido que os cobria. Primeiro Lampard, Gerrard depois, Carragher no fim. Ricardo fez umhat-trick, só que ao contrário — o guardião parou os três penaltis. A seleção britânica ficou pelo caminho e Portugal seguiu para as meias-finais do Mundial.

Para terem uma noção da maldição que perseguia a Inglaterra…:

Euro 2012 – Perdeu pra Itália

Mundial 2006 – Perdeu pra Portugal

Euro 2004 – Perdeu pra Portugal

Mundial 1998 – Perdeu pra Argentina

Euro 1996 – Perdeu pra Alemanha

Euro 1996 – Venceu a Espanha

Mundial 1990 – Perdeu pra Alemanha

A Inglaterra não vencia uma disputa de penáltis há 22 anos, quando tirou a Espanha nos quartos do Euro 96 e perdeu desta forma para a futura campeã Alemanha na semifinal. Quem perdeu o pênalti decisivo naquele dia? Gareth Southgate, hoje técnico da Inglaterra.

Histórico! A Inglaterra venceu hoje pela primeira uma disputa de penáltis em um Mundial.

 Venceu, depois de derrotar a Colômbia num encontro intenso, decidido apenas nas grandes penalidades. Mas este jogo — e sobretudo a forma como foi resolvido — tem outro significado: é o fim de uma maldição. É que a equipa dos Três Leões nunca tinha vencido uma partida em penáltis num Mundial — e há 22 anos que não o fazia noutra competição.

O jogo estava preso, as duas equipas amarradas uma à outra e amarradas às cautelas. Pedia-se magia, pedia-se qualquer coisa que desatasse aquele nó. E essa coisa foi uma grande penalidade. Sánchez fez falta sobre Harry Kane e o próprio ponta de lança do Tottenham tratou de a converter aos 57′: bateu Ospina com classe e aumentou a conta pessoal para seis golos, que continuam a colocá-lo como melhor marcador da prova.

O golo acentuou o duelo tático: Pékerman lançou Carlos Bacca, colocando mais um homem em terrenos adiantados; Southgate lançou Dier para conter o ímpeto colombiano que se verificou nos últimos instantes do segundo tempo. E quando a vitória parecia estar na mão da Inglaterra, eis que os quartos saíram a voar já nos descontos. A Colômbia soube ser letal por uma vez, Yerry Mina foi ao primeiro andar e cabeceou para o golo do empate, que esticaria a partida por mais 30 minutos.

Balde de água fria para a formação inglesa, que chegou a ver os quartos de final por um canudo face à maior frescura do adversário que, ainda assim, não a conseguiu traduzir em resultados. O empate persistia ao fim dos 120 minutos, era preciso recorrer às grandes penalidades. Era a oportunidade para a Inglaterra desafiar a história — e desafiou-a, com o ex-sportinguista Eric Dier a converter o penálti decisivo (depois dos falhanços de Henderson, Uribe e Bacca). Era, sobretudo, a oportunidade para a Inglaterra mostrar ao mundo que juventude e experiência podem, afinal, andar de mãos dadas.

 

Autor: Guilherme Rodrigues

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