Algodão orgânico desmistificado

 

Algodão orgânico desmistificado

Algodão orgânico desmistificado: o que é e quais os seus benefícios Uma das perguntas que mais recebemos é se o algodão orgânico é realmente uma matéria-prima sustentável. A resposta é SIM. Também nos costumam perguntar quais são as diferenças entre o algodão orgânico e o algodão convencional e quais são os seus benefícios.
Preparamos um guia para esclarecer todas as dúvidas e desmistificar o que é, afinal, o algodão orgânico. Antes de começarmos a aprofundar este tema, é importante perceber que o algodão orgânico é uma ótima alternativa para quem procura artigos e métodos de produção mais sustentáveis. Importa também saber que a produção de fibras orgânicas está em forte crescimento e que o algodão orgânico é cada vez mais procurado por marcas e negócios que querem contribuir positivamente para um mundo socialmente, economicamente e ambientalmente mais consciente e responsável.
O futuro está nas nossas mãos. Saiba como pode fazer parte da mudança. O algodão orgânico é uma matéria-prima produzida e certificada com base nos princípios da agricultura orgânica, um método de produção que sustenta a saúde dos solos, ecossistemas e ser humano, utilizando apenas processos naturais. Não são utilizados produtos químicos tóxicos ou OGM (organismos geneticamente modificados) no cultivo desta fibra natural. Todo o processo de produção tem como objetivo beneficiar o meio ambiente e promover a qualidade de vida de todos os envolvidos. Algodão orgânico é produzido e certificado de acordo com os padrões da agricultura orgânica.
Sua produção sustenta a saúde dos solos, ecossistemas e pessoas usando processos naturais em vez de insumos artificiais. É importante ressaltar que a cultura do algodão orgânico não permite o uso de produtos químicos tóxicos ou OGM (organismos geneticamente modificados). Em vez disso, combina tradição, inovação e ciência para beneficiar o ambiente compartilhado e promover uma boa qualidade de vida para todos os envolvidos. A produção orgânica é definida pelo Regulamento (CE) n.º 834/2007 da União Europeia (UE) como “um sistema global de gestão agrícola e produção alimentar que combina as melhores práticas ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, a aplicação de elevados padrões de bem-estar animal e um método de produção alinhado com a preferência de certos consumidores por produtos produzidos a partir de substâncias e processos naturais”.
Quando opta por artigos em 100% algodão orgânico, está a contribuir para o crescimento de uma agricultura mais “limpa”, ética e transparente, com um melhor impacto social, económico e ambiental. Algodão orgânico vs algodão convencional, sabia que a agricultura convencional pode ser extremamente negativa para o ambiente, os ecossistemas e até mesmo os agricultores? Estima-se que a produção de algodão convencional ocupe 2,5% dos terrenos agrícolas a nível global e utilize 16% dos inseticidas e 7% dos pesticidas mundiais.
É, por isso, considerada como uma das práticas agrícolas mais “sujas” do mundo. Com um impacto tão negativo no planeta, porque é que o algodão continua a ser uma matéria-prima tão popular? Por ser durável e muito suave, sendo ainda uma das fibras mais utilizadas para a produção de artigos de vestuário, têxtil-lar e produtos de higiene em todo o mundo.
No entanto, não podemos negar que esta popularidade tem um custo bastante elevado. Para além do uso de pesticidas e outros agroquímicos, cada vez que se produz uma t-shirt de algodão convencional, são utilizados 2.700 litros de água.
O uso excessivo de água relaciona-se com o facto dos solos se encontrarem esgotados. A maioria dos terrenos agrícolas utilizados para a produção de algodão está em uso intensivo há várias décadas, estando, por isso, muito desgastado e dependente de fertilizantes e pesticidas químicos.
Por sua vez, o cultivo de algodão orgânico preserva a qualidade do solo, ao utilizar o sistema de rotação de culturas, que consiste em alternar o terreno agrícola com outra espécie. Este método evita a escassez de nutrientes no solo, usando menos 88% de água e menos 62% de energia. De acordo com a About Organic Cotton, o cultivo de algodão orgânico é 80% alimentado pela chuva, o que reduz a pressão sobre as fontes de água locais. A ausência de produtos químicos também significa que a água é mais limpa e segura. Como alternativa aos pesticidas e inseticidas, os agricultores inserem espécies predatórias benéficas ou outras plantas mais atrativas.
O processo manual de limpeza dos terrenos agrícolas de espécies invasoras, como as ervas daninhas, substitui o uso de produtos químicos tóxicos e nocivos para o desenvolvimento da fauna e flora envolventes. Fair trade e eco-friendly A agricultura sustentável está assente num sistema mais transparente e mais justo no que toca às condições de trabalho, saúde, bem-estar e segurança dos agricultores e das suas famílias. É o chamado fair trade. Como o cultivo de algodão orgânico depende do trabalho manual, é necessária mais mão de obra, gerando-se, assim, mais postos de trabalho (mais justos e mais qualificados) nas regiões agrícolas.
Por se tratar de um cultivo orgânico, os trabalhadores não são expostos a produtos químicos tóxicos nos terrenos agrícolas ou por via dos alimentos e água que consomem. No que toca ao impacto ambiental, a produção de algodão orgânico, quando comparada com o cultivo de algodão convencional, é 46% menos prejudicial para o ambiente.
Neste método de cultivo “mais limpo”, verificam-se consideráveis reduções de consumo de água, emissões de gases, acidificação, entronização e utilização de energia. A tudo isto, soma-se o facto da produção de algodão orgânico ser regularmente inspecionada e certificada. O que significa ser certificado? Já ouviu falar em green washing? Em poucas palavras, esta expressão significa que nem tudo o que é comunicado como verde, eco-friendly ou sustentável, é, de facto, verde, eco-friendly ou sustentável. A certificação serve como uma garantia ao consumidor de que o que está a comprar é realmente orgânico e responsável.
Por isso, sempre que quiser verificar se um produto é realmente orgânico, recomendamos que procure pelas etiquetas de certificação OCS (Organic Content Standard) e GOTS (Global Organic Textile Standard). A OCS é uma norma, desenvolvida pela Textile Exchange Organization, que assegura que o produto final contém a quantidade exata de um determinado material cultivado organicamente. Já a GOTS é uma certificação credível para os consumidores que procuram tecidos produzidos através de métodos ambiental e socialmente responsáveis. Esta certificação garante também que nenhum produto químico nocivo ou tóxico foi utilizado desde a colheita da fibra até ao fabrico da peça, incluindo o tingimento, a lavagem e os processos de acabamento. Algodão orgânico: a fibra do futuro A indústria têxtil é, atualmente, uma das mais poluentes do mundo.
Num momento determinante para a sobrevivência do nosso planeta, as empresas têxteis, as marcas de vestuário e moda e o próprio consumidor final, estão a mudar os seus processos de fabricação e a optar por fibras que sejam ecológicas e sustentáveis. Matérias-primas como o algodão orgânico são livres de toxinas e, por isso, não são prejudiciais ao ambiente e à pele e saúde do ser humano. O algodão convencional, por sua vez, utiliza resíduos tóxicos ao longo de toda a produção (cultivo, lavagem, tingimento) que são, posteriormente, libertados e contaminam o meio ambiente. Mesmo após o artigo têxtil estar finalizado, essas toxinas continuam a ser libertadas a cada lavagem e a ser absorvidas pela nossa pele, podendo causar irritações ou alergias.
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